Vale a pena trabalhar com imóveis no exterior?

Tempo de leitura: 6 minutos

Desde de a ameaça eminente de uma possível crise econômica no Brasil, a busca por investimentos imobiliários no exterior cresceu. Motivada pelo medo da desvalorização do real e da instabilidade do mercado brasileiro.  Além do perfil de investidor, que deseja realizar a venda do bem após uma determinada valorização, os brasileiros optam por um negócio em território estrangeiro buscando também ter uma segunda moradia.

Segundo dados recentes do Censo de Capitais Brasileiros no Exterior, do Banco Central, em cinco anos (entre 2008 e 2013), o número de investimentos em imóveis no exterior triplicou. Com esta tendência, muitas imobiliárias investiram em imóveis no exterior, buscando expandir o negócio, e aumentar seu faturamento atendendo a esta nova demanda de clientes.

Mas, será que vale a pena mesmo investir nesse nicho? Listamos abaixo algumas informações relevantes e tentamos responder às principais dúvidas de quem está pensando em investir imóveis no exterior.

Quais as principais diferenças?

Quais as principais diferenças?

Existem várias diferenças entre o mercado imobiliário brasileiro e o de outros países. As regras, claro, também variam de país para país. Abaixo, listamos  algumas diferenças pontuais:

  • Pagamento de encargos do aluguel: Ao contrário do que ocorre no Brasil, o pagamento do condomínio do imóvel em Miami, por exemplo, é de responsabilidade do proprietário, assim como o “IPTU” e de outros encargos;
  • Documentação para financiamento: Na Europa, por exemplo, é preciso ter um registro de estrangeiro para se fazer a compra. Além disso, é necessário ter um endereço fixo no Velho Continente, pois não é permitido investidores naquela região.Já nos Estados Unidos, somente com um passaporte, o brasileiro já tem permissão para fazer uma aquisição ou financiamento. Declarações do imposto de renda, duas cartas bancárias, além da contratação de um contador americano para ser o representante do comprador no negócio, também são exigências que o brasileiro precisa atender;
  • Seguros: Nos Estados Unidos, os seguros do imóvel em si e o seguro da certidão são obrigatórios para quem financia. Se houver algum problema de alguém reclamando no futuro sobre a sua compra, este último seguro reembolsa você;
  • Comissão: Nos EUA, quem paga a comissão geralmente é o vendedor do imóvel. O valor da comissão é um percentual estipulado quando o imóvel é inserido no sistema de imóveis unificado.

Quais os melhores países para investir?

Quais os melhores países para investir?

Segundo dados do portal Zap, a maior procura dos investidores do Brasil é por casas ou apartamentos nos Estados Unidos, em cidades como Orlando, Miami e Nova York, e em países da Europa, como Portugal e Inglaterra.

Pesquisas do Censo de Capitais Brasileiros no Exterior, do Banco Central, em cinco anos (entre 2008 e 2013), também mostram que o maior número de aquisições foi em território americano, com 31% do total. Ou seja, esses dados apontam para a terra do Tio Sam. Rodrigo Gomes Bellini, sócio-diretor da rede Century 21 Max – Rio de Janeiro, diz que Orlando é o local mais procurado, por ter um preço mais acessível, enquanto Miami vem se valorizando.

O um outro local também muito procurado pelos brasileiros, segundo Bellini, é Portugal, que vem tentando atrair investidores daqui. Punta del Este, no Uruguai, e Espanha completam a lista dos locais mais procurados.  Espanha, Portugal e Grécia oferecem os melhores preços da Europa, e isso tem atraído mais brasileiros.  

Dicas para quem quer trabalhar com imóveis no exterior

Dicas para quem quer trabalhar com imóveis no exterior

Veja abaixo as dicas que separamos para você, que quer investir ou já está no mercado imobiliário internacional:

  • Invista em internet: A internet será, certamente, sua principal ferramenta. Seja através dos fóruns e blogs, onde você poderá saber um pouco sobre seu público e melhores estratégias praticadas em outros mercados, seja através do networking e demais estratégias em redes sociais, portais de anúncio, etc;
  • Pesquise antes de se aventurar: Antes de atuar no mercado imobiliário de qualquer país, pesquise e estude muito! Estude sobre a lei, economia, tendências, hábitos e costumes. Enfim, não se aventure em terras estranhas achando que será igual, como você sempre fez aqui no Brasil;
  • Qualifique-se: Faça cursos, participe de eventos e treinamentos que auxiliem e aprimorem seus conhecimentos. Adquirir credenciais internacionais proporcionam um “status” de especialista no comércio internacional de imóveis – o que pode reverter rapidamente em um número maior de clientes e contatos qualificados. Além disso, ter domínio de inglês e espanhol é fundamental para se inserir em um novo mercado e se comunicar. Você também precisará traduzir todos os seus documentos para o idioma dos seus clientes;
  • Entenda sobre legislação imobiliária e imigração: Dominar a legislação imobiliária e os detalhes do trâmite de uma compra internacional, é dever do corretor.Quer se diferencial? Ajude não somente no processo de compra, mas também o comprador. Informe- o sobre a legislação de imigração e forneça as informações que seus cliente precisa. Isso certamente fará diferença no seu negócio;
  • Invista em indicações internacionais: Segundo dados do portal VivaReal, indicações de amigos e antigos clientes representam 53% dos contatos iniciais com corretores de imóveis que atendem negócios internacionais.

E então, vale a pena?

E então, vale a pena?

Se por um lado o cenário parece positivo, por outro existem especialistas recomendando que você fique por aqui. Apesar da onda de brasileiros querendo deixar o país rumo a Miami e Orlando, o cenário não caracteriza uma oportunidade de negócio, segundo Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper. “Existe um público infeliz com a realidade brasileira, mas ainda não há um movimento grande que justifique a abertura de novas imobiliárias para atender exclusivamente a esse nicho”, afirma.

Nakagawa diz que o mercado imobiliário nos Estados Unidos –e no Brasil também– é bastante concorrido. O sucesso vai depender da rede de relacionamentos e parcerias do empresário. “Se o foco será a venda para brasileiros, precisa ter estrutura para isso, gente para atender aqui no Brasil e ajudar na emissão de vistos, escolha da escola para os filhos e a melhor localização no exterior.”

Conclusão

O mercado pode apontar dados e tendências, mas a decisão de investir ou não em um novo nicho, deve ser baseada em um estudo prévio e criterioso. Caso o empresário opte por abrir o negócio no exterior, é preciso conhecer o local previamente. Estudar o público, a legislação, calcular as despesas de funcionamento da empresa, o custo de vida no país, etc. “Não dá para ‘cair de paraquedas’ e achar que o negócio vai dar certo”.

E você, como vê o mercado imobiliário no exterior? Vale a pena investir? Tem um futuro promissor? Deixe seu comentário abaixo!

2 Comentários


  1. Nossa gostei muito, esse site aqui manda muito bem.
    a equipe esta de parabens, recomendo.
    vou compartilhar no facebook.

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    1. Muito obrigada, Darin. Que bom que gostou!
      Ficamos muito felizes com isso.
      Continue acompanhando e aproveitando nosso blog.
      Abraços!

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